NOTA TÉCNICA Nº 82/2020/SEI/COSAN/GHCOS/DIRE3/ANVISA
Consulte em https://www.gov.br/anvisa/pt-br/arquivos-noticias-anvisa/114json-file-1

Motivados pela pandemia de COVID-19 temos observado diversos questionamentos quanto à aprovação, pela ANVISA, do uso de tecnologias baseadas em radiação ultravioleta (UV) para desinfecção de ambientes públicos e hospitalares.

A radiação UV é classificada, no espectro eletromagnético, em uma região cuja energia encontra-se entre a da luz visível e a dos raios-X. Na faixa de comprimentos de onda da radiação UV, entre 200nm e 380nm, a subdivisão mais conhecida e germicida pela energia solar é a UV-A, UV-B e UV-C. Há o questionamento sobre e eficácia de equipamentos emissores de UV, sob a alegação de que seriam capazes de desinfectar ambientes, incluindo o ar, suas superfícies e diversos materiais, ao expor o ambiente à UV em faixas específicas do espectro.

Tal alegação é baseada em estudos científicos que demonstram a eficácia da exposição à UV na eliminação de microrganismos sob determinadas circunstâncias específicas. A presente nota técnica é destinada ao esclarecimento à população sobre o emprego deste po de tecnologia, seus riscos e suas limitações quanto à desinfecção, especialmente durante o combate ao SARS-CoV-2, responsável pela COVID-19.