Sim, o UOVO é excelente para descontaminar alimentos como frutas, verduras e alimentos em geral, sendo que quando ficam expostos em gôndolas de supermercados por exemplo podem ser contaminados tanto pelo manuseio dos funcionários quanto pelo contato dos consumidores ao longo do dia.

Existem duas situações específicas:
– O alimento na sua embalagem original, a descontaminação atua exclusivamente na embalagem, sendo a luz UVC atua sempre na superfície externa;
– O alimento fora da sua embalagem, a descontaminação neste caso deve ser sem a embalagem, diretamente na superfície do alimento.

A luz UVC não causa danos aos alimentos e elimina 99.9% dos agentes contaminantes e prejudiciais à saúde, como bactérias, fungos e até mesmo vírus. 

Existem diversos estudos que demonstram os riscos de contaminação nos alimentos crus como frutas e verduras, com muita frequência encontram-se bactérias e fungos. A dificuldade de higienização é uma reclamação frequente, o simples ato de lavar com água corrente não garante eliminação dos patógenos, produtos químicos como álcool 70% não são recomendados nestas situações e fervura não é uma opção válida.

Estes mesmos estudos apontam que a luz UVC é benéfica para as frutas e verduras, após exposição prolongada as propriedades originais como vitaminas e sais minerais são mantidos, e os patógenos são eliminados de forma eficaz. Além do efeito desinfetante através da eliminação de patógenos nocivos à saúde, foi percebido nestes estudos que a conservação de alguns vegetais e frutas se prolongou após aplicação da da luz UVC>

Além das frutas e verduras, é possível desinfetar alimentos em suas embalagens como leite, iogurte, queijos, refrigerantes, cervejas e etc., as embalagens comprovadamente são fontes de contaminação de alto risco. Se pensarmos que uma caixa de leite passa por armazéns, caminhões, gôndola do supermercado e tem contato com diversas pessoas até chegar na casa do consumidor, e normalmente é colocado diretamente na geladeira sem nenhum tipo de higienização prévia.

O estudo “Efeitos da radiação UV-C em alface e maçã minimamente processadas” realizado na Universidade Federal de Pelotas, onde os pesquisadores Clóvis Antônio Balbinot e Caroline Dellinghausen concluíram que “os efeitos da aplicação de radiação UV-C sobre dois tipos diferentes de vegetais minimamente processados, alface e maçã, foram revisados. A carga microbiana natural desses vegetais pode ser facilmente reduzida em torno de 1 a 2 log UFC/g logo após os tratamentos, o que leva a um satisfatório aumento da vida de prateleira dos produtos. Foi verificado que, para a alface MP, uma redução significativa de mais de 4 log UFC/g de microrganismos patogênicos pode ser alcançada considerando parâmetros do processo, como forma de aumentar a exposição de superfície irregular. Para a maçã MP, o controle do tempo de exposição à radiação UV-C foi importante para controlar o escurecimento superficial e a perda de massa. O ajuste de parâmetros do processo de irradiação pode ser útil para otimizar o uso desta técnica. Há necessidade de mais estudos que possam sugerir formas de aplicar industrialmente este método superficial de sanitização de baixo custo e impacto ambiental em vegetais MP sem comprometer a sua qualidade.”.